10 de outubro de 2016

O amor e o mundo

Em uma escolha entre o amor e o mundo.
Eu escolho o amor sem me demorar muito.
Enquanto o mundo com os seus prazeres momentâneos não consegue me dá um amor verdadeiro.
O amor verdadeiro pode me dá um mundo banhado por um olhar belo e sereno, e com todos os seus prazeres boêmios recheados com poesias e beijos apaixonados.

Dianne Freitas

1 de outubro de 2016

A oscilação

Meu olhar vago lacrimeja.
Ai coração que queima com medo e aflição.
Ei para! Isso dói.

Noutrora ela surge, com poucas palavras e um abraço acolhedor.
Ai coração que queima, se acelera, sorrir e ameniza um pouco a dor.
Ei você, me abrace, se demore.

Dianne Freitas

15 de setembro de 2016

Era puro, o amor e os entorpecentes

Eu caminhava e tentava nos salvar.
Salvar o nosso amor, nossas brincadeiras, os nossos sorrisos e a paz que sentíamos.
Eu caminhava e olhava o mundo me desapegando de toda as suas futilidades.
Eu desejava poder voltar, mas a cada passo que eu dava eu ficava mais distante de você e você de mim e estava ficando tarde demais.
Amor não se pede e eu te dei o meu.

Era puro.
De você eu só queria sinceridade e consideração por nossa história.
Enquanto caminhava senti o meu corpo adormecer e meu coração se fechar pra não se machucar.
Os nossos momentos se passaram como um filme diante dos meus olhos e eu com saudade me despedia.
Eu caminhava para o desconhecido, um passo de cada vez.
Talvez nem eu saiba para onde estou indo, talvez eu nem saiba voltar. Mas não posso ficar enquanto você maltrata o meu coração.
Sinto meus dias anestesiados e os meus olhos perdidos.
Não me arrependo de ter te encontrado, mas fiquei triste por você ter me quebrado ao meio e depois ter me pedido pra ficar bem.

Era puro.
Eu estendi minha mão a para você para que pudéssemos caminhar juntas, tirei minha armadura e entreguei todos os meus sonhos deitada no seu colo.
Acreditei estarmos sonhando juntas. E mesmo eu não tendo nada, entreguei tudo que eu tinha, e era sincero, era verdadeiro.

Eu caminho agora por ruas desertas me sentindo vulnerável.
Mas aprenderei a seguir apesar dos meus medos.
E sorrirei quando for sincero, mas não tenho certeza se conseguirei acreditar no amor de novo.


Era puro, o amor.

Dianne Freitas


Ao som de:
Cavalier (James Vincent McMorrow)

14 de setembro de 2016

Eu ando serena, curtindo cada momento, cada detalhe. Sentindo o vento e apreciando o nascer de cada dia, enquanto você corre e perde, e se perde.

Dianne Freitas

9 de setembro de 2016

"Me fita
Que eu gosto de me enxergar
Por dentro do teu olho
É tão bonito de lá
Tem cor de marte
E teletransporte
Pra galáxia que mora em você

Me passeia
Que eu gosto de arrepiar
Sob sua digitais
É impossível calar
É feito sorte
Me abraça forte
E tateia todo meu caminho

Me prova, me enxerga, me sinta, me cheira
E se deixa em mim
Me escuta no pé do ouvido
Todos teus sentidos
Que afetam os meus
Que querem te ter
Que tu me escreveu
E mais uma vez

Me beija
Que eu gosto da tua textura
Do teu gosto frutado
Sorriso colado
O compasso acertado
O ritmo acelerado
Encaixado no meu"

(...)

6 de setembro de 2016

O que fica

Você deixou a porta aberta ao sair.
Eu senti o vazio e o vento frio passando por ela.
Desejei no segundo seguinte que você voltasse
e me aquecesse com um abraço.

Dianne Freitas

5 de setembro de 2016

Só quero um abraço e não chorar por dentro

De tudo, já sinto saudade.
Cedo ou tarde poderia acontecer.
Eu dava meio sorriso, mas dentro de mim havia eu chorando como um bebê.

Não quero o que é certo dizer ou sentir.
Não quero explicações, nem o que é exato.
Quero o que é belo sem padrões,
o que é infinito sem tempo,
o que é leve e sereno,
o que é dito em silêncio.
Quero te sentir mesmo nos dias em que você não está.
Não fique quando não quiser ficar, não diga quando não sentir.

Eu, fumaça que não se define, sensível ao vento.
É questão de tempo até que desapareça pouco a pouco até não sobrar nada.
Só a saudade.

Dianne Freitas

11 de dezembro de 2015

Di Kahlo

Ela falava e parecia haver flores enquanto gesticulava,
com um olhar sonhador, apoiava o queixo nas mãos olhando para longe.
Dizia que preferia Kahlo ao calo de pé, no outro segundo soltava uma gargalhada.
Seus olhos ficavam pequenininhos quando seu sorriso se abria.
Eu sorrir de volta sem parar de olhá-la,
depois peguei o copo de cerveja e brinquei de fazê-lo dançar na mesa.

Dianne Freitas

19 de agosto de 2015

Never knock


A música começou a tocar, era nossa, você não fazia ideia, mas era nossa.

Eu parei para escutar enquanto o meu corpo começava a adormecer e meu coração batia forte e acelerado. Era como se eu estiver fugindo de tudo, fugindo pra ficar com você, para viver isso. Como se eu estivesse me apaixonando nesse exato momento e já fosse intenso, eu já não podia mais controlar a sensação de felicidade, medo e saudade. Eu desejava que nossa tarde durasse para sempre, tentava livrar-me do pensamento de que você iria embora no final. Só de pensar o meu coração acelerava ainda mais, parecia que ele havia aumentando ou o espaço onde ele se encontrava estava pequeno demais, ele estava comprimido e me atrapalhava a respiração.

Eu olhava para você e tentava não mostrar o meu sofrimento com o pensamento de que você não vai mais estar. E que tudo que me restará é a saudade e nossas lembranças em 4min39seg dentro de uma canção que a repetirei em dias intermináveis na esperança de você voltar e ficar mais um pouco.

Das lembranças o teu sorriso e o meu olhar sem jeito, essa é a música, a nossa, mas você não sabe.

Dianne Freitas

31 de maio de 2014

Descansar o coração

Eu só queria deitar no seu peito e esquecer de tudo isso, queria pensar que tudo que nos é ruim não existe mais. Pensar que agora é só eu e você. Fechar os olhos e sentir seu coração bater, e saber que você está perto, e que não vai a lugar nenhum. E eu poderei adormecer com sua mão no meu cabelo enquanto sinto a leveza da sua respiração.

Dianne Freitas

11 de setembro de 2013

Risco

De uma mancha toda, hoje você é um risco. Enquanto me deito e fecho os olhos, o risco me surpreende, às vezes é fantasia, às vezes me parece real. Mas é apenas uma mancha, hoje um risco. Porém me intriga o significado. Era real, agora não me lembro dos detalhes. Detalhes são importantes, são estes que fazem com que um todo tenha sentido. Com os riscos os meus pensamentos vão longe, em meio ao que não tem sentido, nem detalhes, nem lembranças. Dói-me o pensar do quanto teve significado para depois não ter. Tornam-se memórias esquecidas, tentamos lembrar ainda por saber do significado, mas vem em fragmentos, e fragmentos são muito vagos para o sustento. Seus fragmentos só fazem doer. Você que faz doer, por favor, pare!

8 de junho de 2012

Estranho!

Como assim estranho? De qualquer forma eu não saberia dizer como, mas o mais apropriado, a palavra que mais se encaixaria seria ‘Estranho’. Eu não consigo dizer como me sinto ou como estou. Não sei qual é o meu lugar no mundo, apesar de tentar sempre me encaixar. Encaixo-me, mas fica estranho! Acho que nem sempre tomei as decisões, me encontro em lugares que olho em volta e me pergunto ‘Como cheguei aqui?’ Estranho não é? O mesmo que acho. O mais estranho é não saber nada de nada. Pergunto-me varias coisas que não consigo encontrar as respostas, nem as certezas. Como posso definir as coisas, como posso explicar. Se estou bem? Obrigada por  perguntar, mas eu não sei, queria pular essa pergunta. Não é uma pergunta tão fácil, e pode se tornar a mais difícil. Sou estranha, e não quero ofender ninguém. Não quero mentir pra ninguém. Quero de alguma forma está bem comigo mesmo. Mas não sei o que acontece, queria te falar, mas só me sinto um pouco estranha.

28 de maio de 2012



“Escolhas de uma Vida”
(Martha Medeiros)

A certa altura do filme Crimes e Pecados. O Personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões". Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen: A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. Se é a psicologia que se almeja, pouco tempo sobrará para fazer o curso de odontologia. Não se pode ter tudo.

No amor, a mesma coisa: Namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades. As duas opções têm seus prós e contras: Viver sem laços e viver com laços.
Escolha!

Morar em Londres ou numa chácara? Ter filhos ou não? Posar nua ou ralar atrás de um balcão? Correr de kart ou entrar para um convento? Fumar e beber até cair? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas. Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente cada 6 meses. Ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem disposto e não tê-los quando se está cansado. Viver de poesia!

Por isso é tão importante o autoconhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham sempre para acrescentar ao caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Quanto menos a gente errar, melhor.


Martha Medeiros é jornalista e escritora. Colunista do jornal “Zero Hora” de Porto Alegre, e de “O Globo”, do Rio de Janeiro.

3 de maio de 2012

É como se eu estivesse pra sempre presa aos meus traumas. Todas as vezes em que me sinto muito triste penso em um lugar bem distante, onde não tivesse nenhuma semelhança com o atual. Sempre me sentirei um hóspede, uma figurante nessa novela, alguém que não é percebido, ninguém se importa com a sua fala, é melhor que nem fale. Eu sempre vou me sentir muito pequena e sozinha no mundo. Às vezes é pra ser assim mesmo. Hoje é só mais uma prova de que algumas coisas nunca vão mudar. E quem liga além de mim? Quem se importa com todas as ofensas, humilhações, todas as oportunidades e as coisas que eu considerava as mais importantes, tiradas de mim? E daí, se eu passei fome, se me maltrataram, se chorei, se segurei a respiração pra não fazer justiça. Não vai mudar! Vocês nunca serão o meu refúgio. Eu nunca vou me sentir em casa. Mais uma vez eu vou rodar o mundo e o último lugar em que quero chegar é a vocês. É sempre bom ter esperança, mas vocês não ajudam em nada. Mais uma vez de tantas e tantas outras... Obrigada por não estarem do meu lado quando mais precisei e por me deixarem passar por tudo isso sozinha.

30 de novembro de 2010

Eu amava enquanto ela desacreditava.
Eu amava cada dia mais... Apaixonava-me... Por seu ser.
E foi se desfazendo... Até acabar.
Acabou de amor?
Não. Apenas acabou.
Tem que ser simples, direto. Aprendo!
Não é um conto de fadas, é a vida. Onde jogamos palavras fora sem apego. Onde sentimos e dessentimos... Às vezes muito, às vezes nada, as vezes de novo, as vezes só lembranças... uma vez você toma o mundo, outra ele toma você... E você?
É só caminhar... junto ao vento...
Pra onde?
Nenhum lugar é seguro... Nem nos seus braços.
Não me entristeço, só procuro o que é meu.
O que é meu?
Apenas ser feliz me pertence!

24 de outubro de 2010

Já assistiu (500) dias com ela?




Sim. Lembro-me agora como aconteceu...

Eu já havia passado alguns dias sem vê - lá, mais ou menos uns cinco dias, o avô dela estava doente e ela havia viajando... Parece pouco, mas para mim era uma eternidade... Costumávamos nos ver todos os dias.
Esses dias foram um pouco triste pra mim, eu acordava tarde, comia e assistia TV... Depois de ter sempre alguém por perto, não se sabe mais o que fazer quando esta sozinha. Fiquei meio perdida... Os dias foram bem monótonos. Era muita saudade, eu a amava tanto...

Eu tinha acabado de tomar banho, coloquei um colchão no meio da sala, liguei a TV, me infiltrei entre as cobertas, ia começa um filme... (500) dias com ela, Comecei a assistir! Estava adorando o filme, gostei da fotografia, e da bagunça que ia se fazendo com os dias e as cenas... Eu fiquei apaixonada, e tudo me comovia muito. Já era quase o final quando a campainha tocou... Quem será a essa hora? Era ela! *.*
Eu estava tão feliz, eu senti tanta saudade. Havia amado a surpresa.
Nós abraçamos e nos beijamos ali mesmo na porta. Depois a puxei para as cobertas... A disse que estava assistindo o filme, que estava acabando, mas que queria que ela tivesse assistido comigo... Ela disse que tinha acabado de chegar do aeroporto, que havia voado de avião pela primeira vez... Ela disse que estava cansada e deitou, eu terminei de assistir o filme...

Sobre o filme:
Percebi que me identificava, mas não sabia ao certo o por quê... Não era uma história de amor. Era uma história sobre amor... no inicio do filme: "O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você Jenny Beckman. Vaca". Rachei de rir! Mas ai, acontece!
O filme segue dias felizes, pequenos momentos que marcam... Dias bem rotineiros, porem marcantes, intenso. Mesmo que se conheçam a pouco tempo, estão muito próximos um do outro... E por ser tão intenso e novo não se enxerga mais nada no mundo, apenas ela... E ai esta, nós apaixonamos e ficamos cegos... São 500 dias em que se acreditava viver juntos, viver a mesma coisa, o mesmo sentimento... E em um momento apenas olhando com mais atenção as coisas ou os acontecimentos. Percebe-se que não era como você enxergava, e o erro foi mais seu de não enxergar. E tudo que se via e acreditava. Era apenas por está apaixonado suficiente para não ver o que estava gritante, nítido a sua frente... E nos decepcionamos (Falo 'nos' porque me coloco junto). Perdemos o chão aos nossos pés, e juntamos os fatos que antes passavam despercebidos aos seus olhos... Depois sentimos raivas, e depois a pessoa mais idiota do mundo... Não é um filme com final feliz... Apenas realista!
Fim do filme!

Ontem passeando pelos canais me esbarrei com esse filme de novo... E comecei a assistir novamente. E quando fui percebendo e ligando algumas coisas do dia em que assistir ao filme, eu me identificava!
Não terminei de assistir, só desliguei a TV com os olhos cheios de lágrimas.

9 de agosto de 2010

Voltar

Em meio a sorrisos eu ia e voltava em você.
Lembrando de quando éramos apenas um.
Não precisávamos nos comunicar para sabermos o que a outra estava pensando ou como estava se sentindo.

O tempo passou tão rápido e é tanta coisa sobre nós para lembrar, pra reviver.
E da mesma forma em que eu chegava em casa e deitava na cama com o olhar longe e o coração acelerado.
Eu deito nessa cama e revivo tudo que passamos, nossos micos, nossas brincadeiras, nosso íntimo, nossos beijos, o jeito como você me pegava, como você me olhava, como falava comigo e como nos cuidávamos.
Foram tantas coisas, tantos sentimentos diferentes. Tantas coisas novas, tantas experiências juntas.

Lutávamos contra o mundo juntas, e mesmo que não ganhássemos, não desistíamos. Porque estarmos juntas, e era o que mais importava.
E vivíamos para isso, para nos amarmos.

Com o tempo nos perdemos e ficamos sem saber das nossas convicções iniciais.
E apenas vivemos, ou melhor, seguimos.
Seguimos por direções diferentes e deixamos de nos conhecer.
E como conhecer de novo? Como o coração acelera de novo? Como acabar com todas as discussões que na maioria das vezes não tem motivo algum, como termos mais paciência uma com a outra de novo? Como voltar?

Dianne Freitas

9 de abril de 2010

Mais uma vez...

...fiquei esperando.
Ela me ligou às 17h dizendo que dormiria na minha casa.
Quando desliguei o telefone esqueci como meu dia estava tediante.
Subi ao meu quarto, olhei a bagunça e tirei energia que não sei de onde veio.
Deixei o quarto impecável. Eu estava feliz!
Tomei banho, fiz o jantar, e esperei.

Esperei.
Já eram 21h, ela deveria chegar a qualquer momento.
Cada minuto que passava por mim era uma eternidade.
Logo eram 23h e ela ainda não havia chegado, mas eu ainda tinha esperança.
Na verdade não queria acreditar que ela não viria.
Quando o relógio contou 00h30, sente uma imensa tristeza.
Ainda olhando o visor com a hora meus olhos ardiam e logo minha visão se embaçou com as lágrimas que não consegui conter.
Passei a noite em claro. Muitas coisas me passaram pela cabeça.
Pensei em tudo o que tinha feito na esperança dela chegar.
A principio me senti uma idiota, senti raiva de mim, senti raiva dela e raiva do que eu sentia.

Eu a amava e espera que um dia fosse retribuído com a mesma intensidade.
Quando amanheceu, eu estava mais calma.
Tinha decidido não me importar mais.
Tinha decidido não ama-lá mais!
Mas a gente não manda no coração e eu não conseguia tirar isso de mim.
"Nada se acaba, tudo se transforma"
Pensei em tentar transformar o que eu sentia em amizade.
E assim foi.


Dianne Freitas
(Escrito em 2006)

30 de dezembro de 2009

Eu muito insisti em responder a pergunta que tanto me encabulou. Depois de horas em frente ao computador batendo o dedo indicador na mesa e marcando tempo como um metrônomo, eu pensava no que escrever. Quase que tentando me resgatar! Escrevi.

Sou tipo...


Sou do tipo que não tem tempo ruim, qualquer hora é hora para ser feliz. Não nego um programinha de índio, ficar em casa curtindo um filme com pipoca, de pedir uma pizza e conversar besteira. Sou do tipo que não recusa um barzinho, uma cerveja gelada e batata frita. Estou dentro quando é pra curti uma balada e dançar a noite toda. Do tipo que é sua melhor amiga. Sou do tipo que faz pesquisas na doida, de coisas sem pé, nem cabeça. Só pra matar a curiosidade. Do tipo que gosta de aprender e que é muito observadora. Que gosta de escrever, que por ser muito tímida, escrever é uma terapia, e que pensa que escrever sobre o sente e pensa é mais fácil do que falar. Porque nem sempre a fala expressa realmente o que se sente. Do tipo que ama ler! Que gosta de ler biografias, livros sobre guerras e história. Sou do tipo tranquila, que é paciente, que é ciumenta, perfeccionista e detalhista. Do tipo que coloca o som bem alto e começa a cantar, que dança lavando louça. Que é fiel as amizades, que gosta de cuidar de quem lhe quer bem e que dá a vida por estes. Que quando o santo não bate, simplesmente é indiferente. Que é boba, que é carinhosa, que faz graça, que fala besteira, que é sarcástica e irônica ás vezes. Que é do tipo que gosta de escrever cartas, de mandar mensagens de texto, que é viciada em café, que ama suco de acerola e açaí. Sou do tipo que se apaixona pelas pessoas, que tem em mente que cada pessoa é um mundo a ser explorado, um mundo de músicas, filosofias, manias e histórias. Sou do tipo que não liga pra moda, que gosta de coisas e músicas antigas, que gosta do que é retrô. Que ainda curti o bom e velho rock n' roll, curti deprê com o Blues, que se apaixona e sofre ouvindo MPB, que gosta das vibrações do Maracatu, e da paz e positividade do Reggae. Do tipo que sabe escutar. Que não sabe dar conselhos, mas oferece um ombro amigo "Pode chorar!". Sou do tipo que não faz sexo, faz amor. Que não fica só por ficar. Que deixa de pegar ônibus porque gosta de caminhar. Que ás vezes gosta de ficar sozinha, mas que também gosta de ter os amigos sempre por perto. Sou do tipo que chora com filmes, que também é muito orgulhosa pra admitir na hora. Sou do tipo meio calada, que fala pouco, mas desembesta a conversar nas mesas de bares. Sou do tipo que não entra numa briga e que se por acaso estiver dentro, sai correndo. Sou do tipo que ama conhecer lugares novos, que gosta de viajar. Do tipo que é meio assim, um jeito de ser Anne.

Dianne Freitas

29 de dezembro de 2009

Ás vezes é difícil falar de nós mesmos. Sei que há tempos não tenho parado para refletir, conversar, analisar. Sabe, eu simplesmente deixei de ser eu, e comecei a viver o que são os outros, para os outros. Simplesmente aceitei tudo que me era dado. Não quis saber de onde viera, muito menos qual era a intenção. Acho que me importei demais em não magoar as pessoas, em não chateá-las. É estranho quando a gente acorda de repente e olha ao redor se perguntando "Essa é a minha vida? A que tenho a oportunidade de viver uma única vez?". Dentre as perguntas, a gente percebe que o "eu" se perdeu. E bate o desespero quando percebe que não consegue responder uma simples pergunta como "Quem sou eu?"

Uma tentativa forçada!

Eu sou... O meu trabalho que eu não gosto, o que tenho porque minha mãe pensou que assim ocuparia a minha mente e o meu tempo, e assim talvez eu deixasse de ser gay, que fosse uma fase. Eu sou a pessoa que deixou de concluir o curso por não conseguir chegar a tempo porque a dona Jô cria obstáculos para não me permitir chegar no a tempo. Eu sou a menina calada que se encontra sempre num canto. A menina que não se enturma. Sou a irmã da Daisy! Sou a namorada da Déia! Sou a menina da loja de instrumentos musicais, a pequena, a sumida, a que não dá valor, a que não faz o que tem vontade, a que não tem coragem de deixar o emprego pra estudar, a perfeccionista, a preguiçosa, a egoísta, a covarde! Sou o que as pessoas pensam que eu sou. Fim!

É, sem muito sucesso.


Dianne Freitas

20 de abril de 2009

Olhos Perdidos

Lá se vão. Os carros, as pessoas trafegam de um lado para o outro.
Somem e aparecem de novo.
Cada uma leva um pouco de mim, levam para longe.
E eu fico por aqui, sem alma, com os olhos perdidos.
Vendo a minha vida ir embora e eu não conseguindo acompanhá-la.
Eu a perdi de vista, não há mais sentido levantar desse banco.
Se levantasse, para onde eu iria?
Gostava dela antes de perdê-la.

Meus olhos nem se esforçam mais para acompanhar as pessoas que passam.
Penso em como deve ser a vida dessas pessoas.
Será que ainda as tens ou será que são como eu?
Pendendo toda a vontade de viver.
Que não tem mais vontades próprias, acostumadas a só receber ordens e a obedecê-las.
Em que todas as respostas são automáticas. Nem as penso mais, não há tempo.
Será que são como eu?
Que acorda todas as manhãs sabendo exatamente como será o dia.
Sabendo exatamente como será a vida daqui a cinco anos.
Sabendo como serão todos os finais de semanas e feriados, as horas que terei tempo para ler um livro, a hora que levantarei todos os dias, as pessoas que encontrarei, as piadas que ouvirei, os amigos que não os mais terei.

Será que as pessoas são mais felizes do que eu?
Ou seus sorrisos são automáticos?
O meu sorriso talvez tenha perdido o encanto quando o brilho dos meus olhos se perdeu ao tentarem acompanharem a minha vida que se distanciava de mim.

Coragem a está que é covarde.
Eu que não correspondo nem um pouquinho ao sentido da palavra.
Não é por querer, ela faz pouco de mim, caçoa.
Às vezes a ignoro, em outras me ajoelho e suplico sua existência em mim.
Mas na maioria das vezes não nos entendemos.
Talvez o orgulho e minha timidez atrapalhem.
Estes sim estão sempre comigo.
Às vezes se tornando chatos e inconvenientes.
Mas a tentativa de tentar se livrar-se deles é inútil, parecem ser parte de mim.

Talvez a vidas dessas pessoas tenham um sentido.
Talvez elas realmente saibam para onde querem ir.
Talvez eu devesse ter prestado atenção, e soubesse em que rumo a minha vida se perdeu.
Talvez eu passe o resto da minha vida tentando encontrá-la, talvez não!
Talvez ninguém tenha culpa, talvez eu seja responsável.
Eu não fujo. Mas não estou bem para assumir-la.
Talvez eu me acomode, talvez eu me desespere.
As gargalhadas não me influenciem como deveria. Mas às vezes consigo ver alguma beleza.
Talvez a cerveja não tenha o mesmo sabor. Nem eu o mesmo desejo.
Talvez eu passe o resto da vida relembrando momentos felizes e me lamentando por não ter te beijado todas as vezes que quis. E por não ter te ligado todas as vezes que eu pensei.

A única coisa que tenho certeza, e mais ainda quando sentei aqui.
É que nunca mais eu serei a mesma desde que... Acabou!

Dianne Freitas

18 de outubro de 2008

As palavras


As palavras me vêem com a velocidade de uma águia.
Penso, suspiro e as engulo!
Fazem revolução dentro de mim.
Me perturbam, me machucam.

As transformo em sorrisos.
Às vezes não consigo.
Olho o nada, as palavras.

Elas me encontram em um dilúvio emocional, e fogem!
Bagunçam meus pensamentos sem nenhuma permissão.
E os argumentos?
Os tomo num gole só e os levo pro meu interior,
sem nenhum sucesso na tentativa de resgatá-los.

Se as palavras conseguissem explicar toda a minha aflição.
Sinto meu corpo formigar e o meu coração comprimir.
Quantas lágrimas me abandonam.
Surgem em meio aos soluços, liberam em gotas o meu desespero.
Como explicar por onde os pensamentos vagam?
E as minhas verdades, não tão verdade assim?
E a minha força sem nenhuma resistência?
E os meus pés sem chão?
E a culpa?
Coisas que não posso fugir, mas não consigo explicar.
Se com as palavras eu conseguisse explicar, talvez eu as usasse.
Mas não tenho o habito...
As palavras... Num gole só!


Dianne Freitas

28 de agosto de 2008

"Depois de você os outros são os outros e só..."


(...)
Demorei muito pra te encontrar
Agora quero só você...
Teu jeito todo especial de ser
Fico louco com você...
Te abraço e sinto coisas que eu não sei dizer
Só sinto com você...
(...)

(Só Você - Fábio Jr.)
(Título: Os outros - Kid Abelha)

13 de agosto de 2008

Respostas

Porque tenho que entender esses mistérios? Logo eu que perdi toda a paciência a procura das respostas. Nem sei se quero entender, acho que o conformismo me consumiu. É tão triste, mas me sinto mais feliz por minhas noites não serem mais de fome desesperada por respostas. Quem poderia me responder? Sou eu e minha luta interior por um bom tempo. Até eu conseguir domina-lá. E quem liga. Sim, coisas minhas. Acho que das minhas noites de insônia não eram respostas exatas que eu procurava, demorei para saber.

Seus beijos me fazem tão bem, dominam os meus medos, é como tomar café no frio, enquanto o mundo está em guerra. Os seus braços são os que mais me protegem. Quanto tempo perdi a procura de uma força maior, um impacto, enquanto eu poderia sentir seu corpo e esquecer o mundo. Desejo todas as noites você me envolver. Tudo que procurei. Eu só precisava abrir os olhos para os pequenos pedaços que me fazem ser grande e feliz!

Dianne Freitas


"Se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais..."